Sou gente? Desabafo!

Me sinto obrigada a ser despolitizada.

É como se tivesse sido sequestrada, e totalmente sem direitos, não oferecessem valor algum pelo resgate.

Perdi o valor como cidadã. Só tenho deveres. Dever de trabalhar, de contribuir, de pagar minhas contas em dia para fugir das multas e juros. Dever de calar-me diante do escândalo. Minha voz foi silenciada pela mafia, pela corrupção e pela mentira descarada.

Sou gente?

Acho que só é gente no Brasil quem tem poder. E a briga pelo poder custa meu sangue e meu suor. O meu e o de toda a nação, que também não é gente.

Quem é por nós? Somente Deus!

Olhamos para o cenário político e não vemos outras alternativas: novas pessoas, novos valores, nova política. Vemos somente um sistema viciado, gangues instaladas que puxam a sardinha, cada um, para seu lado. Não olham para o povo, para os trabalhadores, para as famílias. Esqueceram de quem lhes propiciou o cargo que ocupam.

Resta-nos ter esperança em Deus que se manifesta nos justos, honestos, trabalhadores e guerreiros da nação.

Acredito que mais cedo ou mais tarde o bem prevalece e que Deus age em defesa de seu povo.

Vamos fazer a nossa parte. Vamos lutar pela nossa dignidade!

Afinal fui obrigada a me tornar despolitizada, mas sou gente.

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